Welcome!

This community is for professionals and enthusiasts of our products and services. Share and discuss the best content and new marketing ideas, build your professional profile and become a better marketer together.

0

Ramos do cooperativismo

Por
Rogério dos Santos
on 12/06/19 02:50 191 visualizações

No Brasil, as cooperativas são classificadas em 13 ramos de atuação. Em todos eles, há

diversos casos que comprovam a competitividade do modelo e sua contribuição para a

sociedade. Motivos pelos quais, o cooperativismo mantém-se em crescimento constante.

Os 13 ramos cooperativos que atuam no Brasil e algumas curiosidades:

1 – Cooperativas agropecuárias:

As cooperativas agrícolas e agropecuárias tem por vocação principal ajudar seus associados (

produtores rurais) a comercializar, da melhor maneira possível, suas produções, conseguindo

bons compradores e preços ideais para os produtos agropecuários. Com o ganho de escala na

produção, os cooperados conseguem fazer grandes negócios, inclusive exportações (que

costumam ser inviáveis para o produtor individual).

Além disso, a maioria das cooperativas agropecuárias mantém uma equipe técnica para dar

assistência aos produtores, garantindo-lhes mais informação e melhores produções. E algumas

dessas ainda oferecem serviços para o produtor, como o beneficiamento da produção, a

pasteurização de leite, a embalagem de produtos, armazenamento, etc.

CURIOSIDADES:

– Sabia que, hoje, 48% (quase metade) de tudo que é produzido no campo brasileiro passa, de

alguma forma, por uma cooperativa?

– Atualmente, o cooperativismo é responsável por quase 11% do Produto Interno Bruto (PIB)

agropecuário brasileiro.

2 – Cooperativas de consumo:

Cooperativas de consumo são empresas sociais que buscam abastecer seus cooperados,

fazendo compras em comum, para uso doméstico, coletivo ou mesmo empresarial, com preços

menores e sempre mantendo ou melhorando a qualidade. Comprando em escala, os

associados conseguem negociar descontos maiores e, assim, a cooperativa defende

economicamente seus cooperados, e ainda se está compra for de outra cooperativa, os

associados ficam isentos do pagamento de impostos; pous este caracteriza o chamado Ato

Cooperativo.

A diferença entre uma cooperativa e um supermercado comum (além dos preços mais

competitivos e da gestão coletiva, etc) está na importância dada ao cooperado, que (tendo

adquirido uma quota para se associar) não é um mero comprador, mas um dos donos do

negócio, participando de todas as decisões da cooperativa.

3 – Cooperativas de crédito:

Cooperativa de crédito (também chamada de cooperativa financeira) é uma associação entre

pessoas que buscam administrar suas finanças, com mais vantagens do que em um banco

comum.

As cooperativas de crédito oferecem, em geral, os mesmos produtos e serviços financeiros que

um banco – cartões, contas, pagamentos, aplicações, empréstimos, financiamentos, etc. E

como instituições financeiras, também têm seu funcionamento regulado pelo Banco Central.

As vantagens do modelo são tantas que, em todo Brasil, 7,8 milhões de pessoas e empresas já

são associadas a cooperativas de crédito. E esse número tem aumentado exponencialmente a

cada dia.

Juntas, as quatro maiores cooperativas financeiras do país já são, hoje, o sexto maior banco de

varejo brasileiro. Além disso, segundo dados do Banco Central, as cooperativas de crédito já

possuem a segunda maior rede de agências do país, atrás apenas do Banco do Brasil.

O maior sistema cooperativo financeiro do país é o Sicoob.

CURIOSIDADES:

– Sabia que, por não visarem lucro financeiro, as cooperativas de crédito costumam cobrar

taxas bem menores do que um banco comum?

– Em mais de 400 cidades do país, cooperativas de crédito são as únicas instituições

financeiras disponíveis, responsáveis pela inclusão econômica de centenas de brasileiros.

4 – Cooperativas educacionais:

Formada por professores e/ou pais de alunos, é uma associação organizada para prestar

serviços educacionais, com ensino de qualidade e preços melhores do que em uma escola

comum.

Seu funcionamento também é regulado pelo MEC, que determina que o corpo docente e a

equipe de direção pedagógica sejam funcionários contratados, o que ainda deve evoluir para

uma situação em que estes sejam sócios e não empregados.

Sua maior vantagem é – diante da duvidosa qualidade da educação brasileira – permitir que

pais, alunos e professores tenham maior participação e poder de decisão na instituição de

ensino.

5 – Cooperativas habitacionais:

Uma cooperativa habitacional tem por objetivo adquirir residências com custos mais acessíveis

para seus cooperados. Mas isso pode ocorrer de três formas, basicamente:

a) a cooperativa é formada por profissionais, técnicos e trabalhadores da construção civil que

se reúnem para construir habitações para si e/ou para o público em geral.

b) a cooperativa é integrada por pessoas que decidem, em mutirão, construir casas apenas

para seus associados (o trabalho da cooperativa termina quando o último sócio tiver sua

residência).

c) a cooperativa é formada por pessoas que se dedicam ao financiamento da construção de

casas, seja só para seus sócios, seja para outrem.

6 – Cooperativas de infraestrutura:

São cooperativas cuja finalidade é atender direta ou indiretamente os associados com serviços

essenciais de infraestrutura (ex.: limpeza pública, saneamento, segurança, telefonia, energia,

etc.).

As cooperativas de eletrificação rural são a maioria desse ramo. Em inúmeras cidades

brasileiras onde as concessionárias tradicionais de energia elétrica não atuam diretamente, são

as cooperativas de infraestrutura as responsáveis por levar a luz à população. E aos poucos,

essas cooperativas deixam de ser apenas distribuidoras para serem também geradoras. Assim,

o modelo continua em plena expansão.

7 – Cooperativas de mineração:

Formadas normalmente por garimpeiros e outros profissionais da mineração, esse tipo de

cooperativa tem a finalidade de viabilizar a pesquisa, a extração, a lavra, a industrialização, a

comercialização, a importação e a exportação de produtos minerais.

Além das atividades específicas do ramo, as cooperativas de mineração costumam ainda

oferecer apoio aos seus membros em outros aspectos, como alimentação, saúde, educação,

etc.

8 – Cooperativas de produção:

Uma cooperativa de produção pode ser formada por trabalhadores de categorias diversas, mas

todos envolvidos na produção de um determinado tipo de bem; produzindo, beneficiando,

industrializando, embalando e comercializando o produto escolhido

Exemplos de cooperativas desse ramo são as cooperativa de produção de fogões, coop. de

produção de móveis de madeira, coop. de confecção de roupas, etc.

9 – Cooperativas de saúde:

São cooperativas formadas por trabalhadores da área da saúde, mais especificamente, os que

se dedicam à preservação e recuperação da saúde humana (ex.: médicos, dentistas,

psicólogos, enfermeiros e profissionais de outras atividades afins).

Esse ramo surgiu no final dos anos 60 e expandiu-se rapidamente. Hoje, o Brasil lidera o

cooperativismo de profissionais de saúde no mundo, contando com 849 cooperativas e 250 mil

cooperados, que atendem 24 milhões de pessoas.

CURIOSIDADES:

– Sabia que as cooperativas de saúde já estão presentes em 85% do território nacional e

representam 32% do mercado privado de saúde?

10 – Cooperativas sociais:

Também chamadas de cooperativas especiais, reúnem pessoas que precisam ser tuteladas ou

estão em situação de desvantagem (ex.: deficientes, dependentes químicos ou psíquicos,

egressos de prisão, condenados a penas alternativas, etc.).

O objetivo geral é de inserir social, profissional e/ou economicamente os membros, desenvolver

sua cidadania e oferecer-lhes mais oportunidades. O que é feito por meio de serviços sociais,

sanitários e/ou educativos, mediante atividades comerciais, de serviços, agrícolas ou industriais

.

11 – Cooperativas de trabalho:

Uma cooperativa de trabalho é integrada por uma categoria específica de profissionais (ex.:

cooperativa de dentistas, cooperativa de costureiras, cooperativa de catadores, etc.), com

objetivo de conseguirem melhores condições de trabalho (espaço, insumos, formação, etc.) e

valores superiores de contratação dos seus serviços.

12 – Cooperativas de transporte:

São cooperativas formadas por trabalhadores que se dedicam especificamente à prestar

serviços de transporte de cargas e/ou de passageiros.

13 – Cooperativas de turismo e lazer:

Cooperativas que prestam serviços turísticos, artísticos, de entretenimento, de esportes e de

hotelaria, ou atendem direta e prioritariamente os seus associados nessas áreas.

A ideia geral é o estímulo e desenvolvimento do potencial turístico da comunidade em que atua

a cooperativa, mas sempre com viés social e sustentável.

Como pode-se ver até aqui, é que o Cooperativismo contempla todas as áreas das relações e

necessidades humanas. O que nós da Rede Contribucionista estamos propondo, é uma

dilatação da percepção sobre o Cooperativismo Autogestionário, em sí, com os

desdobramentos das lógicas do Contribucionismo e com a democratização e difusão das

tecnologias 4.0, como meio disruptivo ao processo decadente do modelo socioeconômico

produtivo e de consumo vigentes, elevando o Cooperativismo e por suposto seus associados,

ao nivel que lhes permitam uma competitividade sadia e harmonica, nos mercados emergentes

e futuros, locais, regionais e mundiais, através de uma rede viva e integrativa, com base em

uma Economia Baseada em Recursos.

Nossis modelos de negócios, estão alicerçados em três pilares:

1 - Lucro ambiental;

2 - Lucro social;

3 - Lucro de Recursos de Troca.

Observamos que o terceiro pilar, nos faz ultrapassar as fronteiras das dependências, limitações

e vulnerabilidades impostas pelos coordenadores da economia mundial. O que iremos

aprofundar em matéria específica, versando especificamente sobre Recursos, Blockchain,

Criptomoedas, Moedas Sociais, Mercados de Troca, etc.

REDE CONTRIBUCIONISTA

Rogério dos Santos - Coordenador Geral.

51992528631

Adicione um comentário


Fique Informado



Links úteis:

Documentos da Rede

...

Sobre esta Comunidade

A Rede Contribucionista nasceu a partir da detecção da necessidade de instrumentos tecnológicos multidisciplinares eficazes, para a criação e o fortalecimento dos vínculos interpessoais, em prol do desenvolvimento sustentável descentralizado, com foco em uma economia baseada na gestão de recursos. Leia Orientações

Ferramentas de Pergunta

1 seguidor (es)

Estatísticas

Perguntada: 12/06/19 02:50
Visto: 191 vezes
Última atualização: 12/06/19 02:55