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O que o Cooperativismo Autogestionário Contribucionista tem a ver com sustentabilidade?

Por
Rogério dos Santos
on 12/06/19 02:40 203 visualizações

 O termo “sustentável” deriva do latim sustentare (sustentar, defender, apoiar, conservar, cuidar

). Assim, de acordo com a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento no

Relatório Nosso Futuro Comum, o desenvolvimento sustentável é aquele que “satisfaz as

necessidade presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas

próprias necessidades”.

É notável, portanto, que a sustentabilidade requer uma consciência mais plena e

contribucionista. Para ser sustentável, é preciso, antes, reconhecer que não estamos sozinhos

no mundo e que outras gerações dependerão dos mesmos recursos que nós. Em outras

palavras, é preciso pensar que as necessidades do próximo precisam ser satisfeitas tanto

quanto as nossas.

É exatamente nesse ponto que a ideia de sustentabilidade aproxima-se do conceito de

cooperativismo autogestinário contribucionista. Afinal, este tipo de cooperativismo é um modelo

socioeconômico que parte, como o próprio nome diz, da cooperação, da autogestão e da

contribuição entre as pessoas com objetivos comuns para alcançar mais benefícios para todos,

com base na gestão coletiva dos recursos disponiveis. E esta prática de cooperação ao invés

da competitividade, já demonstra essa visão, em que o ente humano é parte do meio ambiente

e não um ser a parte.

Mas não é só na teoria que o Cooperativismo Autogestionário Contribucionista e a

Sustentabilidade estão interligados.

Veja só:

– Princípios e diretrizes de ação

Quando se fala em sustentabilidade, muita gente pensa apenas na preservação do meio

ambiente. Porém, a sustentabilidade inclui outras dimensões além da ambiental. Assim, para

que algo seja considerado sustentável, não basta que seja ecologicamente correto, é preciso

também que seja economicamente viável, socialmente justo, culturalmente diverso e includente

.

Ao analisarmos os princípios que regem o Cooperativismo Autogestionário Contribucionista,

percebemos que eles vão ao encontro da atuação sustentável:

Quando, por exemplo, as instituições cooperativas colocam em prática o princípio da Adesão

livre e voluntária, da Autonomia e independência ou mesmo da Intercooperação entre

cooperativas, estão sendo socialmente justas.

O fato da adesão livre e voluntária ocorrer sem nenhuma discriminação também comprova que

as cooperativas são culturalmente diversas e includentes – o que ainda é confirmado pelo

princípios de Educação, formação e informação e de Interesse pela comunidade.

O Interesse pela comunidade tem também um viés ambiental, orientando as cooperativas a

terem uma postura ecologicamente correta, tendo em vista que o meio ambiente é fator


determinante do bem-estar e da continuidade da vida da comunidade.

Com Participação econômica e Gestão democrática, as cooperativas ainda demostram que são

economicamente viáveis.

– Sustentabilidade na prática cooperativa

As instituições cooperativas não têm um pequeno grupo de donos ou acionistas. Em vez disso,

todos os cooperados são associados da instituição, podendo votar e receber sobras

proporcionais ao seu trabalho ou participação na cooperativa.

Portanto, as cooperativas não concentram capital. Elas distribuem suas sobras aos cooperados

e ajudam a movimentar a economia local, além de colaborar para uma melhor distribuição de

renda e para a atração de investimentos em saúde, educação, transporte, moradia, etc.

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) comprovou, inclusive, que os municípios que

contam com a atuação de instituições cooperativas têm melhor Índice de Desenvolvimento

Humano (IDH).

Ou seja, é perceptível que as Cooperativas aplicam a sustentabilidade na prática, atuando em

favor do desenvolvimento sustentável das comunidades em que estão instaladas. Veja outros

exemplos disso:

– Sustentabilidade socioambiental nas cooperativas

De acordo com o princípio de Interesse pela Comunidade, as cooperativas têm um

compromisso com o desenvolvimento de sua região; devem respeitar as peculiaridades sociais

e a vocação econômica do local, desenvolvendo soluções de negócios e apoiando ações

humanitárias e sociambientalmente sustentáveis, voltadas ao desenvolvimento das

comunidades onde estão instaladas.

Na prática, de acordo com legislação específica do cooperativismo, as instituições cooperativas

destinam, anualmente, certa parte de suas sobras líquidas a fundos sociais como o Fates –

Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social.

Além disso, muitas cooperativas mantêm fundações socioeducacionais e culturais, bem como

programas humanitários e ambientais.

Fica claro aqui que o modelo empresarial Cooperativista Autogestionário Contribucionista,

representa a resposta aos anseios sociais, no que tange a segurança futura.

REDE CONTRIBUCIONISTA

Rogério dos Santos - Coordenador Geral

51992528631

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Última atualização: 12/06/19 02:40